PS4

28 de out de 2013

Castlevania: Lords of Shadow 2 é maior e mais ambicioso

          
                                                       
A saga continua
Em Castlevania: Lords of Shadow, a origem de Drácula e sua ligação com o lendário Belmonts foi revelado. Em Castlevania: Lords of Shadow 2, os fãs podem esperar novas reviravoltas emocionantes e desafios. Nesta conclusão chocante para os Lords of Shadow saga, Drácula retorna mais uma vez, enfraquecido e anseio para a liberação de seus títulos imortais. Diante de uma nova e poderosa ameaça, o vampiro senhor deve readquirir os seus antigos poderes - e apenas seu castelo tem a chave. No entanto, o famoso clã Belmont também procuram a sua destruição final.



Castlevania: Lords of Shadows 2 foi demonstrado na E3 2013 e o Diretor Dave Cox, comentou a produção da Konami europeia, e Enric Alvarez, diretor do estúdio MercurySteam.


"Essa não é uma sequência comum", começa.  "Ouvimos tudo o que os fãs comentaram sobre o primeiro jogo e fizemos mudanças significativas". Para o diretor, o novo jogo é muito maior e mais abicioso. "Não é um game de mundo aberto, mas é vasto e orgânico, sem telas de carregamento. Adicionamos à mecânica uma câmera livre, que permite exploração muito mais. Dá pra procurar extras e alternativas em todos os cantos agora".


A narrativa, porém, segue linear, já que o foco principal continua sendo a história. "É um game muito mais profundo. A mitologia que criamos no primeiro está sendo aprofundada. Tivemos aquela reviravolta em Castlevania: Lords of Shadows que foi muita arriscada, mas que valeu a pena. Criamos nossa própria versão de Drácula. Claro que ele foi influenciado pelos games anteriores e pelos clássicos, como o livro de Bram Stoker, mas ele continua sendo, no fundo, Gabriel Belmont", comenta Cox. Para a Konami, era muito importante criar algo novo, inspirado por várias fontes, mas, ao final, que parecesse inédito. "Você precisa sacudir as pessoas", diz o diretor.



"Infelizmente, Lords of Shadow 2 vai estragar a experiência de quem ainda não jogou o primeiro, mas não tem jeito. Ele é um grande spoiler", brinca Alvarez, referindo-se ao final do original e o fato de que não existe como esconder o que houve com Gabriel, já que toda a jogabilidade do novo envolve seus novos poderes. "Não foi só a narrativa, mas todo o gameplay se beneficiou também do vampirismo", segue.

A demo prova que essa intenção valeu a pena, já que o protagonista está mais violento, com movimentos mais poderoso e finalizações sangrentas. É possível chupar o sangue dos oponentes atordoados, como um predador, explodindo-os ao final em uma confusão vermelha na tela. Os poderes ampliados também funcionam melhor para justificar os atos sobre-humanos e tornar tudo mais rápido e dinâmico.


A plataforma, por exemplo, voltou mais difícil e com caminhos múltiplos para optar. E foi incorporada a alguns momentos de combate, especialmente aos segmentos em que Drácula precisa lutar sobre os titãs. Os colossos do primeiro jogo viraram fases em si e carregam oponentes e desafios de plataforma. O produtor irrita-se com comparações a God of War, "hack'n'slash é um gênero, não um jogo apenas", mas é impossível não lembrar de Gaia no terceiro game de Kratos.



Drácula agora emprega três armas: seu chicote, uma espada espiritual e garras de energia. O primeiro funciona como o anterior. A lâmina serve para carregar a energia a cada golpe acertado (não há as bolinhas flutuantes de energia a cada morte) e as garras são poderosas e mais lentas, para arrebentar escudos e coberturas. Há inúmeras armas secundárias e uma árvore de progressão também, mas essas não foram demonstradas.




Cox e Alvarez terminam falando sobre a pressão em lançar a continuação um ano após o primeiro jogo, aproveitando tudo o que já estava criado, com uma nova história. "Mas optamos pela saída mais honesta, que foi recriar todo o engine, criar algo novo mais uma vez, incorporando à jogabilidade e ao ambiente as novas possibilidades do personagem. Tivemos muitas discussões e defendemos nosso ponto-de-vista, mas valeu a pena", explica Cox. "Já fizemos juntos três jogos, o primeiro, Castlevania: Mirror of Fate para Nintendo 3DS, e este. E são todos completamente distintos. A ideia é essa, surpreender sempre", complementa Alvarez.




A expansão desse universo em outras mídias, como o cinema ou a televisão, porém, ainda parece longe de acontecer. Segundo ambos, existem conversas frequentes sobre adaptar Castlevania, mas "enquanto ninguém assinar um contrato, são apenas conversas". Cox e Alvarez celebram o fato de que os games continuem na dianteira nesse caso. "Não sofremos nenhuma pressão de cima para deixar Gabriel loiro, com a cara de alguém ou outras ideias brilhantes assim. Podemos nos focar no que sabemos fazer: games", conclui Alvarez.
Castlevania: Lords of Shadow 2 tem lançamento marcado para Fevereiro de 2014 para **** e PlayStation 3.
                                                                               

ΩGirotti

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